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Será que a redução do preço da eletricidade está sob ameaça?

ricardo galuppo - publisher do brasil econômico A decisão da Cemig de não pedir a renovação dos contratos de concessão de três de suas hidrelétricas e preferir resolver a questão na Justiça é a prova definitiva do grau de improvisação que cercou a promessa de redução das tarifas de energia elétrica anunciada por Brasília em setembro passado. Essa promessa, só para recordar, foi saudada neste espaço, à época, como "o passo mais efetivo dado até o momento para a redução do Custo Brasil". A renovação das concessões de usinas com base em regras definidas naquela ocasião era parte essencial do plano que previa (e ainda prevê) reduções entre 16% e 28% nas contas de luz a partir do próximo mês de janeiro. Tudo parecia líquido e certo. Mas não estava. O governo federal, pelo visto, anunciou uma medida importante e de impacto real sobre as empresas sem que as condições capazes de garantir sua concretização estivessem asseguradas. A resistência da Cemig e de outras...

Busca da eficiência energética

José Aníbal * - Brasil Econômico O gasto com combustível pode superar 35% do custo operacional de caminhões pesados em trajetos longos. Este consumo sobe 10% com falta de manutenção e até 25% com excesso de peso. Cerca de 40 mil veículos a diesel rodam fora dos padrões ambientais no estado, consumindo e poluindo mais. E ainda há a má qualidade do diesel nacional, que prejudica a saúde e diminui a vida útil dos motores. O resultado da falta de eficiência? Perda de competitividade, má qualidade de vida e emissão anual de 40 milhões de toneladas de CO2. Tema pouco debatido no Brasil, sobretudo numa época de estímulos à compra de veículos como meio de aquecer a economia, a eficiência energética de combustíveis é questão central num cenário de transição para a economia verde e de busca por ganhos de competitividade no setor produtivo. Vale lembrar que São Paulo tem ainda uma Política Estadual de Mudanças Climáticas para cumprir - cortar 20% da emissão de poluentes até 2020. O p...

Quem não se comunica se trumbica

felipe scherer* - brasil econômico Há um vídeo no YouTube do lançamento oficial do iPhone na MacWorld de 2007. Naquele dia, Steve Jobs conduziu a apresentação do novo aparelho e iniciou o evento com a seguinte mensagem: "De vez em quando aparece um produto revolucionário que muda tudo... hoje a Apple vai reinventar o telefone...". Durante mais de uma hora, o então CEO apresentou todas as novas funcionalidades e os benefícios do aparelho. Além de destacar as características do produto, também destacou suas vantagens perante os concorrentes da época. Com a plateia (basicamente composta por formadores de opinião) extasiada com a novidade, ele finaliza o discurso com uma citação de um jogador de hockey: "Eu patino para onde o disco vai estar e não onde ele esteve. E sempre temos tentado fazer isso na Apple, desde o começo, e sempre faremos". Muitas vezes escuto de executivos de empresas que o mercado não entende as inovações desenvolvidas pela companhia, e p...

Juros, câmbio e impostos

Ricardo Galuppo, Brasil Econômico É um choque de realidade como poucas vezes se viu no governo brasileiro. A presidente Dilma Rousseff, de algum tempo para cá, passou a empunhar bandeiras que os empresários brasileiros defendem há um bom tempo. Ontem, durante a posse do deputado Brizola Neto no Ministério do Trabalho, Dilma afirmou que o Brasil tem um trio de peso-pesado de problemas para resolver: juros, câmbio e impostos. O diagnóstico é preciso: aí estão, sem tirar nem pôr, os problemas centrais do país. Palavras como essas soam como música aos ouvidos de quem deseja ver o Brasil avançar com velocidade e se preparar para chegar ao ano de 2022 (o segundo centenário da independência) em patamares de desenvolvimento e de bem-estar muito superiores aos atuais. Pode parecer muito tempo. Mas, se nada for feito agora, esses dez anos passarão num estalar de dedos e o país terá jogado no lixo mais uma oportunidade de se tornar desenvolvido. Goste-se ou não do governo da president...

PP é melhor que PSOE para cuidar da crise da Espanha

felipe peroni, brasil econômico Para a socióloga espanhola Blanca Muñoz Lopez, erros do PSOE levaram à derrota nas urnas; PP tem melhores quadros técnicos. A vitória do Partido Popular (PP) nas urnas da Espanha neste domingo (20/11) refletiu, em grande parte, a má gestão do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). Essa é a visão da socióloga espanhola Blanca Muñoz Lopez. Para ela, diante da crise, o país se encontra melhor preparado sob a gestão do PP. Os conservadores obtiveram a maioria absoluta com 186 cadeiras no Parlamento, frente a 110 do PSOE e 54 com outros partidos. Dentre as propostas do PP para a crise, o partido pretende eliminar a burocracia para a criação de empresas e flexibilizar as contratações. Um dos projetos prevê viabilizar a criação de empresas em 24 horas. Em seu discurso, o ex-primeiro ministro José Luis Rodríguez Zapatero culpou a crise pelo resultado das urnas. Blanca Muñoz alega que a ascensão do PP se deve aos erros do próprio PSOE. Crítica...

Temer se diz "impressionadíssimo" com submarino nuclear brasileiro

carlos araújo, jornal cruzeiro do sul - sorocaba A Marinha do Brasil adiou mais uma vez o cronograma de conclusão do primeiro submarino nuclear brasileiro. Desta vez, para 2022/2023. Após fase de testes de mar e todas as avaliações técnicas, sua entrada em operação no oceano é prevista para 2025. As novas datas foram divulgadas ontem pelo comandante do Material da Marinha, almirante-de-esquadra Arthur Pires Ramos, durante visita do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), ao Centro Experimental Aramar, na cidade de Iperó, a 15 quilômetros de Sorocaba. Desde a década de 1980, quando Aramar foi inaugurado (8 de abril de 1988), a Marinha trabalhou com sucessivas datas para a conclusão do submarino: 1995, 2000, 2005, 2006 e 2007. ( Nota DefesaNet - Em ARAMAR é construído o reator nuclear gerador de energia elétrica para a propulsão do SN-BR). Nos últimos anos, a projeção tinha sido estendida para 2020 e 2021. Em relação ao novo período, são trinta anos de atraso no cronograma...

Transporte coletivo no Brasil ainda é um deboche ao cidadão

assis medeiros Eu fico muito incomodado com a lentidão no trânsito em Porto Alegre, em Cachoeirinha, em Canoas, Novo Hamburgo e São Leopoldo. Nesses lugares eu costumo dirigir o próprio carro. Também incomoda, mas, um pouco menos, a lentidão do trânsito em São Paulo, apesar de estar andando de táxi ou de carona. Sem dirigir, dá pra ler, conversar com mais displicência e também mexer no celular. Dirigir no trajeto entre Porto Alegre e Cachoeirinha, que percorro todos os dias, é estressante. No final do dia, em casa, sinto uma dorzinha chata na planta do pé esquerdo. Reflexo do uso exagerado da embreagem. Eu também fico muito incomodado com as declarações de gente de todo o tipo, gente simples, trabalhadores, donas de casa, empresários e políticos que reclamam que tem muito carro na rua. Reclamam que o governo está “deixando qualquer um comprar carro hoje em dia”. Reclamam que é só ir à loja e sair dirigindo. Ouço isso com muita frequência. De amigos, inclusive. Realmente, tem mui...