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Compulsório é primerio passo de aperto monetário

Felipe Peroni, Brasileconomico A alta do compulsório pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) foi uma alternativa sensata a uma eventual alta dos juros para controlar a inflação, na opinião de economistas. A medida prevê o aumento de 8% para 12% no adicional de compulsório em depósitos à vista e a prazo, além de incremento no compulsório sobre depósitos a prazo de 15% para 20%. O aumento deve retirar R$ 61 bilhões da economia, e entra em vigor na segunda-feira (6/12). Na prática, a decisão retira moeda de circulação, desestimulando o consumo. Para analistas, esse é o primeiro passo de um ciclo de aperto monetário que já era necessário. "O BC teve que escolher entre essa medida e elevar os juros", afirma Clodoir Vieira, economista da corretora Souza Barros. Para Vieira, a vantagem do aumento do compulsório é ser uma medida limitada ao consumo, enquanto a alta da Selic afeta outras áreas da economia. "Quando aumenta a Selic, o governo paga mais juros, e a dívida cr...

Batalhas do Rio de Janeiro

Murillo de Aragão, Brasileconomico Seria injusto dizer que os ataques aos traficantes no Rio de Janeiro são uma reação nova ao crime. Não são. Tampouco podemos considerar certo que 25 de novembro seja o dia em que "o Brasil começou a vencer o crime", como escreveu a revista Veja. A batalha contra o tráfico no Rio está longe de ser vencida por inúmeras razões que serão abordadas a seguir e que indicam uma reflexão sobre como os governantes e a sociedade do Rio de Janeiro devem agir de ora em diante. A ocupação do Complexo do Alemão, que seria uma etapa a ser cumprida mais à frente, foi antecipada devido à completa estupidez e à ausência de sentido estratégico dos traficantes. Sufocados pelas UPPs, acreditaram que uma ofensiva urbana seria capaz de paralisar a polícia e, quem sabe, colocar a sociedade contra os esforços de combate ao crime. Talvez, considerando o quadro patológico das instituições no Rio de Janeiro, o raciocínio pudesse estar correto. Mas não está. A band...

Empresários veem potencial em mercado norte-coreano

Brasileconomico A busca por novos mercados consumidores tem encurtado as distâncias entre o Brasil e a Coreia do Norte. Empresários do setor de alimentos identificam potencial na economia do país oriental. Com aproximadamente 24 milhões de habitantes, segundo informações do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Coreia do Norte tem despontado como uma das possibilidades de mercado consumidor para os produtos nacionais. Apesar das poucas e, muitas vezes, desencontradas informações que são divulgadas sobre o país, empresas do setor de alimentos têm investido cada vez mais em conhecer melhor esse cliente em potencial. "É um país populoso, mas ainda não temos noção do tamanho desse mercado para o nosso produto", afirma Antônio Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústria Exportadoras de Carne (Abiec). Embora entenda que é uma economia que precisa "ser estudada", Camardelli vê muitas vantagens na exportação para o país, uma ve...

"Estrela menor", Tombini pode flexibilizar debate dos juros

Barabara Ladeia, Brasileconomico Ao contrário de Lula, que buscou uma personalidade conhecida pelo mercado financeiro para presidir o Banco Central, Dilma Rousseff traz para a liderança da instituição um técnico de carreira na casa. Apesar de ter trabalhado na equipe de Henrique Meirelles, atual presidente do Banco Central, e ter atuado no Fundo Monetário Internacional (FMI), o fato é que Alexandre Tombini não desfruta do mesmo prestígio que o atual líder da casa. Para Roberto Piscitelli, professor de Finanças Públicas da Universidade de Brasília (UNB), esse talvez tenha sido o elemento chave para a escolha de Tombini para o cargo "Meirelles era muito aureolado pelo mercado e, portanto, absolutamente senhor da situação. O fato do novo presidente do Banco Central ter 'uma estrela menos brilhante' gera maior flexibilidade para o debate em torno da política de juros", explica. Essa também teria sido uma manobra política da equipe do governo Dilma. "Com a esc...

Nouriel Roubini: França está tão mal quanto Irlanda

Brasileconomico As finanças públicas da França não estão em melhor estado do que a de países endividados da Zona do Euroa, como Grécia e Irlanda. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (19/11) pelo famoso economista americano Nouriel Roubini. "A França, em certos aspectos essenciais, não parece estar em melhor situação que a periferia da Zona do Euro", afirmou Roubini em entrevista ao canal CNBC. O economista, conhecido por suas opiniões marcadamente pessimistas, acrescentou que os franceses "não fizeram nada do ponto de vista estrutural, seu déficit orçamentário é elevado, e politicamente são limitados em sua capacidade de fazer reformas". "Mas é justo dizer que, comparados com outros, ainda não estão no mesmo ponto", ressaltou. Indagado sobre a lei de reforma das aposentadorias promulgada no início do mês, o economista delineou um quadro pouco atraente da situação francesa. "É o início de uma política de austeridade que deverá ser execu...

O valor dos sistemas subterrâneos de trens

Paulo Tarso Resende, Brasileconomico Sistemas de transportes não combinam com uma paisagem urbana que se pretende harmoniosa, equilibrada na ocupação, com boa oferta de áreas de lazer e dedicada à provisão de uma melhor qualidade de vida. Geralmente, linhas de metrô de superfície tornam-se elementos estranhos e, invariavelmente, substituem opções de aproveitamento. Nesse contexto, apesar de antigo, o conceito do uso do subsolo para o transporte de passageiros continua válido, principalmente no instante em que as grandes cidades vivem os desafios do uso sustentável de seu espaço. Tecnicamente, as linhas subterrâneas são mais seguras, inclusive com custos de proteção aos sistemas menores do que em certas malhas de superfícies, dado o fato de que o subsolo é um ambiente em que as variáveis operacionais são menores e mais controláveis. Além disso, os metrôs subterrâneos não interferem no multiuso do terreno, a não ser em pequenos pontos de acesso às suas estações. Aliás, tais ponto...

Gerdau: "Está mais barato fazer aço nos EUA que no Brasil"

Nivaldo Souza, Brasileconomico Presidente da Gerdau avalia que, além de elevar importação de aço, câmbio desfavorável eleva custo produtivo no país. A apreciação do real ante o dólar, intensificada com o aumento da oferta da moeda no mercado americano, tem sido responsável por uma mudança inimaginável até pouco tempo. A baixa do real transformou a produção de aço da Gerdau nos Estados Unidos mais barata do que a realizada no Brasil. "Uma coisa que jamais imaginei que iria dizer é que, hoje, é mais barato produzir lá", afirma o presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter. No caso do vergalhão usado na construção civil, principal produto da Gerdau, o custo de produção americano responde por 85 pontos em uma escala de 0 a 100 elaborada por um estudo da consultoria Bozz&Co. Por aqui, a proporção sobe para 100 por 100. Não à toa, entre os seis produtores mundiais (Alemanha, Brasil, China, EUA, Rússia e Turquia) avaliados pelo estudo encomendado pelo Instituto A...