por Thais Heredia, do G1
A economia brasileira começa a dar sinais de que realmente tirou o pé do acelerador. Primeiro foi a indústria, agora a geração de empregos que começa a enfraquecer, indicando que o país reage com mais intensidade às medidas adotadas pelo governo para controlar a inflação e ao cenário turbulento da economia internacional.O que ainda não está claro para o economista Celso de Campos Toledo da LCA consultores, e para grande parte do mercado, é sobre qual será a atitude do BC diante da crise mundial e da tarefa de levar a inflação brasileira de volta ao centro da meta de 4,5%. “Com a crise externa, muda tudo. Se eu fosse o BC hoje e tivesse que tomar uma decisão, eu não faria nada porque o futuro está muito incerto. Mas acredito que, se não tivéssemos essa crise, seria um erro não subir a taxa de juros novamente”, avalia Toledo.
O economista argumenta que a dinâmica da inflação ainda preocupa e seria muito importante que o país voltasse a cumprir o centro da meta de 4,5% em 2012. Pela última pesquisa Focus realizada pelo BC, a estimativa para a inflação do ano que vem é de 5,23%.
“Faria sentido para o Brasil realmente fazer o possível e o impossível para cumprir o centro da meta de inflação no ano que vem. Se fosse o caso, até errar para baixo, já que estamos alguns anos acima do centro do objetivo do BC. Isso pediria um pouco mais de juros mas daria mais credibilidade ao país. Agora, com a crise, pode até ser que o BC cumpra os 4,5% em 2012, sem ter trabalhado diretamente para isso”, diz o economista da LCA.
Celso de Campos Toledo cita o economista americano Kenneth Rogoff para justificar uma “teórica” mudança de postura do Brasil com relação ao combate à inflação. “O Rogoff diz que manter inflação baixa é sempre melhor mas, nessa altura do campeonato, temos que abrir um pouco a cabeça porque estamos diante de um abismo na economia mundial.
Ele afirma que, num contexto desafiador como o atual, poderíamos ter um pouco de heterodoxia, principalmente em países como a Alemanha que tem tradição férrea em manter inflação baixa. O mundo inteiro está com um pouco mais de inflação e o Brasil querer se isolar disso é escolher se fechar para o mundo, o que também não é bom”.
Na prática, Toledo ainda tem receio quanto a seriedade do compromisso do Brasil com a inflação, já que, segundo ele, em alguns setores do governo, parece haver quem “goste” de uma inflação um pouco maior para que o país cresça um pouco mais.
“No caso do Brasil, se o país tivesse um compromisso acima de qualquer suspeita com o controle da inflação, talvez fosse o caso de relaxar um pouco. Mas para quem teve o nosso passado é mais difícil. O governo dizer que não quer prejudicar o crescimento do país diante da crise, é muito vago.
Existe a impressão de que algumas áreas do governo acreditam que, com uma inflação mais alta, é possível crescer mais. Essa é uma idéia equivocada e essa mentalidade já custou muito caro para o Brasil”, avalia o economista.
O economista argumenta que a dinâmica da inflação ainda preocupa e seria muito importante que o país voltasse a cumprir o centro da meta de 4,5% em 2012. Pela última pesquisa Focus realizada pelo BC, a estimativa para a inflação do ano que vem é de 5,23%.
“Faria sentido para o Brasil realmente fazer o possível e o impossível para cumprir o centro da meta de inflação no ano que vem. Se fosse o caso, até errar para baixo, já que estamos alguns anos acima do centro do objetivo do BC. Isso pediria um pouco mais de juros mas daria mais credibilidade ao país. Agora, com a crise, pode até ser que o BC cumpra os 4,5% em 2012, sem ter trabalhado diretamente para isso”, diz o economista da LCA.
Celso de Campos Toledo cita o economista americano Kenneth Rogoff para justificar uma “teórica” mudança de postura do Brasil com relação ao combate à inflação. “O Rogoff diz que manter inflação baixa é sempre melhor mas, nessa altura do campeonato, temos que abrir um pouco a cabeça porque estamos diante de um abismo na economia mundial.
Ele afirma que, num contexto desafiador como o atual, poderíamos ter um pouco de heterodoxia, principalmente em países como a Alemanha que tem tradição férrea em manter inflação baixa. O mundo inteiro está com um pouco mais de inflação e o Brasil querer se isolar disso é escolher se fechar para o mundo, o que também não é bom”.
Na prática, Toledo ainda tem receio quanto a seriedade do compromisso do Brasil com a inflação, já que, segundo ele, em alguns setores do governo, parece haver quem “goste” de uma inflação um pouco maior para que o país cresça um pouco mais.
“No caso do Brasil, se o país tivesse um compromisso acima de qualquer suspeita com o controle da inflação, talvez fosse o caso de relaxar um pouco. Mas para quem teve o nosso passado é mais difícil. O governo dizer que não quer prejudicar o crescimento do país diante da crise, é muito vago.
Existe a impressão de que algumas áreas do governo acreditam que, com uma inflação mais alta, é possível crescer mais. Essa é uma idéia equivocada e essa mentalidade já custou muito caro para o Brasil”, avalia o economista.
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